Estevam Vaz

Médico, psiquiatra, psicanalista e perito médico do Tribunal Regional do Trabalho.

Estevam vaz

Quem sou eu?

Estevam Vaz é médico formado pela Escola Paulista de Medicina, psiquiatra e Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria/Associação Médica Brasileira. É psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise/International Psychoanalytical Association. É médico psiquiatra e perito médico do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª. Região e assistente técnico da União em psiquiatria. Tem dois livros publicados – “Burnout: A Doença Que Não Existe” (Appris Editora, 2021, Curitiba) e “Pseudoscience and Hypermedicalization: An Argument Against Burnout” (Cambridge Scholars Publishing,2023,  Newcastle upon Tyne, U.K.). Exerce clínica privada em São Paulo – SP.

Burnout: A doença que não existe

Em “Burnout: a doença que não existe”, o autor faz uma análise crítica detalhada da noção de burnout, sobretudo quanto à afirmação de que se trata de uma doença, patologia, moléstia, enfermidade ou síndrome, conforme terminologia usada pelos autores da área. Cita inúmeros argumentos que evidenciam as incoerências, incongruências, contradições e mesmo absurdos envolvendo a alegada “doença”, produzindo o que chama “estado de confusão” em que a noção de burnout está mergulhada. Seus pontos de vista coincidem com o de vários autores estrangeiros que tratam do assunto, porém aprofunda suas críticas, citando dezenas de transtornos psiquiátricos que podem ser rotulados como “burnout”. Lembra que 100% das populações pesquisadas pelo principal questionário usado para esse fim, o MBI, recebem, no mínimo, o “diagnóstico” de burnout leve, ou seja, todo mundo sofre de burnout. Comenta que, curiosamente, o “burnout” é a única suposta doença na história da Medicina sujeita ao pagamento de direitos autorais quando se usa o MBI para pesquisa dessa condição. Cita Schaufeli, o principal teórico da área, que compilou 132 sintomas de burnout. Estevam identificou mais oito na literatura, o que o leva ao título de um dos capítulos: “Síndrome, com 140 sintomas?”. Com 140 sintomas e a ausência de diagnóstico negativo ― o MBI não permite concluir que uma pessoa “não está doente de burnout” ―, essa seria a mais bizarra e extraordinária doença até hoje conhecida. Considera que o “estado de confusão” envolvendo a suposta “doença” implica em desinformação para a opinião pública, em prejuízo e desserviço para a ciência médica e para os trabalhadores em geral. Trata, também, da extensão dos problemas do burnout para o Judiciário, para a mídia e para a atividade médico-pericial.

Pseudoscience and Hypermedicalization: An Argument Against Burnout

Pseudoscience and Hypermedicalization: An Argument Against Burnout

Este livro oferece uma análise crítica detalhada sobre o burnout, um conceito primeiramente revelado por Herbert Freudenberger. Ao citar argumentos que mostram as inconsistências e perigos de um diagnóstico generalizado, o livro demonstra os efeitos que isso pode ter sobre o setor médico. Com 140 sintomas e a ausência de um diagnóstico negativo, o texto argumenta que o burnout representa a maior medicalização da vida humana que conhecemos. Por meio da análise do questionário do Inventário de Burnout de Maslach (MBI) e do trabalho de Schaufeli, além de outros autores, o autor cria um caso detalhado contra a generalização do burnout; este livro será de interesse para estudantes ou acadêmicos dentro do campo médico, além de pesquisadores sobre a psique humana.

Na Mídia

Confira aqui algumas das minhas participações na mídia, onde compartilho minha experiência, insights e opiniões!

Podcast - Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT)

Dr Estevam Vaz Médico pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); psiquiatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria/Associação Médica Brasileira, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise/, Médico Psiquiatra e Perito Oficial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

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